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Notícias / Milho

10/05/2022 | 13:24

Estiagem complica cenário do milho e do trigo

Região central do Brasil, apresenta agravamento na situação hídrica

AGROLINK -Aline Merladete

Estiagem complica cenário do milho e do trigo

Foto: Repórter Agro

O mês de maio é caracterizado pelos baixos volumes pluviométricos esperados em uma ampla área da parcela central do país. Isso ocorre devido às mudanças nos padrões de circulação e nas massas de ar que atuam sobre o Brasil no período, cenário este que persiste até a entrada da primavera. 
Além deste padrão de chuvas mais restritas na parcela central do país, desde o final de Março o regime de precipitação veio mais irregular.  Uma das possíveis explicações para isso, é a fase restritiva de chuvas associadas à Oscilação Madden Julian e também a permanência do fenômeno La Niña.
Mesmo com algumas chuvas ao longo dos últimos 45 dias, estes volumes não foram suficientes para manter uma boa quantidade de água no solo. Até porque, com a menor quantidade de chuvas, menor a quantidade de nuvens e maior a presença do Sol. E esta condição contribui para o maior aquecimento e maior perda de umidade do solo e das plantas por evapotranspiração.
Dada essas condições, a situação hídrica na parcela central do país está se agravando. Áreas como ao norte e oeste de Minas Gerais, leste e centro de Goiás e oeste da Bahia apresentam as lavouras mais afetadas pela falta de chuvas, sobretudo o milho 2ª safra.

O cenário é delicado, pois nestas regiões as lavouras se encontram nos estádios de desenvolvimento vegetatvo, floração e enchimento de grãos. Sendo etapas cruciais na determinação do potencial produtivo da lavoura.

Entretanto, outras regiões, nas proximidades dessas, também apresentam uma piora na situação hídrica. Praticamente todas as demais áreas de milho no Goiás, sul do Mato Grosso, leste do Mato Grosso do Sul, oeste Paulista, Triângulo e sul de Minas e até mesmo no sul do Piauí.

E as regiões que estão implementando as lavouras de trigo na parcela mais central do Brasil, também enfrentam um cenário mais restritivo no quesito chuvas. Apesar do trigo ter uma maior resiliência ao estresse hídrico, são esperados períodos com temperaturas mais elevadas, que podem afetar a fenologia das culturas e diminuir a produtividade final. 

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