
04/12/2023 | 09:34





Fonte: autor
Figura 7.
Acúmulo de gás no intestino grosso; mancha arroxeada na parede do intestino.

Fonte: autor
Figura 8.
Excesso de grãos de aveia dentro do rúmen.

Fonte: autor
O diagnóstico clínico foi fechado como “enterotoxemia” (corretamente denominado de enterite necro-hemorrágica), causado por mudanças no manejo alimentar, excesso de grãos energéticos (aveia), e estresse (chuva), que favorece a paralisia dos intestinos (identificado pelo acúmulo de gás no local), oferecendo todas condições para o crescimento exagerado no intestino delgado de uma bactéria denominada Clostridium perfringens tipo A, que na sua multiplicação produz toxinas, que causam necrose intestinal e morte.
O foco foi resolvido com aumento da quantidade de fibra na dieta (por mais oferta de silagem), volta do milho em grãos triturado, porém em quantidade ligeiramente inferior.
Pesquisa revela resistência de carrapatos aos carrapaticidas
Depois de análise de uma centena de amostras de carrapatos, obtidos de gado de corte, oriundos de 51 municípios da Região Sul (RS, SC e PR), o Centro de Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor, do RS, apresentou importantes dados sobre a resistência destes parasitas às principais bases de carrapaticidas comerciais. Os dados assustam!
O pesquisador Guilherme Klafke identificou que em 72% das propriedades acompanhadas têm carrapatos completamente resistentes a cinco ou mais carrapaticidas, e em 10 % de outras fazendas “o caldo entorna” para mais de sete bases de carrapaticidas comerciais.
Dentre a lista negra estão as seguintes bases de carrapaticidas: cipermetrina; fipronil, amitraz, ivermectina e fluazuron. A boa notícia é que ainda funcionam, razoavelmente a muito bem, os organosfosforados, os piretróides e o fluralaner.
Vários fatores interferiram, no decorrer dos tempos, para que os carrapaticidas perdessem sua ação mortífera. Sem dúvida, a principal causa é o excesso de uso contínuo e prolongado, e muitas vezes desnecessário, de uma mesma base de carrapaticida por pecuaristas e por técnicos. Geralmente, nos primeiros cinco anos que uma nova base é lançada no mercado ela funciona como uma luva, se tornando a tábua de salvação e o carrapaticida da “moda”, porém aos poucos vai selecionando populações de carrapatos resistentes, que transmitem essa capacidade para as novas gerações.
Agora o Desidério Finamor, quer ampliar o programa para outros estados, e firmou convênio para enviar kits diagnósticos do teste de resistência aos carrapaticidas com as seguintes Universidades Federais: Maranhão, Rio de Janeiro e Goiás. Iniciativas assim são muito positivas e bem-vindas e deveriam se estender para todo o Brasil.
Figura 9.
Biocarrapaticidograma para testar resistência.

Fonte: Centro de Pesquisa em Saúde Animal Desidério
Focos e surtos de raiva bovina, Brasil afora:
São Paulo – Vargem Grande do Sul
Rio Grande do Sul- Dom Feliciano
Pará – Ausência de casos raiva, mas a ADEPARÁ comunica que no momento existem 20 equipes preparadas para capturar morcegos hematófagos em propriedades com alta população de quirópteros, que estejam perturbando sua boiada. Caso tenha necessidade entre em contato pelo seguinte email: Gpcrh@adepara.pa.gov.br
Goiás – Casos dos municípios de Pirinópolis e Itapaci. Semelhante ao estado do Pará, a AGRODEFESA de Goiás realiza captura de morcegos em fazendas. Caso tenha necessidade entre em contato ´pelo telefone do Disque-denúncia: 0800 646 11 22.
Piauí – Ausência de casos de raiva. Para captura de morcegos entre em contato com educacaosanitaria@adapi.pi.gov.br que as equipes da ADAPI podem te ajudar.