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18/06/2025 | 11:07

Soja fecha em alta em Chicago com clima adverso nos EUA e atraso no plantio

A soja encerrou o pregão desta terça-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentada pelo atraso no plantio e pela piora nas condições das lavouras nos Estados Unidos. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho — referência para a safra brasileira — subiu 0,40%, ou 4,25 cents por bushel, fechando o dia cotado a US$ 1.074,00.

O contrato para agosto também avançou 0,42% (4,50 cents), sendo negociado a US$ 1.076,25.

No mercado de derivados, o farelo de soja para julho teve alta de 0,49%, encerrando a US$ 285,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja registrou queda de 0,58%, recuando para US$ 54,79 por libra-peso.

Fatores que sustentaram o mercado
O movimento de alta foi impulsionado pelo relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu a classificação das lavouras em boas ou excelentes condições de 68% para 66%. O dado ficou abaixo dos 70% registrados no mesmo período do ano passado e também da média esperada pelo mercado, que era de 68%.

O USDA também apontou um ritmo de plantio um pouco abaixo do esperado. Até agora, 93% da área está semeada, frente a uma expectativa de 95% pelos traders. No mesmo período do ano passado, o índice era de 92%, e a média dos últimos cinco anos é de 94%.

Além das preocupações climáticas, o mercado foi influenciado pela confirmação de uma venda adicional de 120 mil toneladas de farelo de soja, que ajudou a equilibrar as perdas no óleo, que vinha acumulando forte valorização — cerca de 11,91% desde o início das tensões entre Israel e Irã, além do impulso gerado pelo aumento da demanda por biodiesel nos Estados Unidos.

Mercado segue atento
O mercado permanece sensível às condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. O comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para definir o potencial produtivo da safra americana e, consequentemente, o rumo dos preços da soja e seus derivados.

Além disso, os investidores acompanham de perto os desdobramentos geopolíticos e aguardam as próximas atualizações do USDA, que podem trazer ainda mais volatilidade ao mercado.
 
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