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10/07/2025 | 09:47

Exportações aquecidas sustentam preços da carne bovina, mas mercado interno segue com baixa liquidez e queda nas cotações

As exportações de carne bovina têm desempenhado um papel crucial para a sustentação dos preços em toda a cadeia pecuária nacional. Ao longo de 2025, a demanda externa pela proteína brasileira manteve-se aquecida, impulsionando os resultados do setor.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e junho deste ano, o Brasil exportou o equivalente a US$ 7,2 bilhões em carne bovina (in natura e processada), valor 27% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) explicam que esse avanço expressivo se deve a dois fatores principais: o aumento de 12,5% no volume embarcado e a alta de 12,7% no preço médio em dólar da proteína exportada.

Apesar do cenário positivo no mercado internacional, o mercado interno apresenta um ritmo diferente neste início de julho. Dados do Cepea indicam baixa liquidez nas negociações e quedas nos preços da arroba do boi gordo e da carcaça casada.

Com escalas de abate mais longas, os frigoríficos demonstram pouco interesse em novas compras, enquanto os pecuaristas mantêm a oferta cautelosa de animais. No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada do boi acumula queda de 3,4% na parcial de julho (até o dia 8), sendo negociada a R$ 21,30/kg.

Já o Indicador CEPEA/ESALQ do boi gordo, referência para o estado de São Paulo, recuou 3,7% no mesmo período, fechando a R$ 305,60 na terça-feira (08/07).

O cenário reflete um momento de transição para o mercado pecuário nacional, onde o forte desempenho das exportações ajuda a compensar a pressão de baixa no consumo interno.
 
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