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10/07/2025 | 09:55

Clima atrasa colheita do algodão e pressiona preços no início de julho

O avanço da colheita de algodão da safra 2024/25 no Brasil está sendo prejudicado por condições climáticas desfavoráveis, como frio intenso e chuvas fora de época em diversas regiões produtoras. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), além de retardar os trabalhos de campo, o clima pode comprometer a qualidade da pluma colhida.

Até o dia 5 de julho, apenas 7,3% da área plantada havia sido colhida no país, de acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O número está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 12% para o mesmo período.

Mercado interno enfrenta impasses
No mercado interno, vendedores continuam focados em liquidar os estoques remanescentes da safra 2023/24 e em cumprir contratos a termo já firmados. Por outro lado, os compradores enfrentam dificuldades para fechar novos negócios, principalmente por divergências em relação aos preços e à qualidade do produto disponível.

Com isso, as negociações seguem lentas. Compradores estão mais cautelosos e atentos às quedas nas cotações internacionais, o que tem refletido em ofertas de preços menores.

Queda nos preços
Nos primeiros sete dias de julho, a média do Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) foi de R$ 4,1127 por libra-peso, o menor valor nominal registrado desde novembro de 2024. A combinação entre clima desfavorável, baixa colheita, dificuldade de negócios e pressão externa compõe um cenário de incertezas para o setor algodoeiro neste início de semestre.

Perspectivas
A regularização do clima nas próximas semanas será fundamental para dar ritmo à colheita e evitar perdas de qualidade. O comportamento do mercado também dependerá da retomada das negociações com maior clareza sobre oferta, demanda e preços praticados.
 
 
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