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16/07/2025 | 09:41 | Atualizada: 16/07/2025 | 09:42

Aumento de tarifa dos EUA sobre o café brasileiro gera incertezas no setor e pressiona o mercado

O recente anúncio do governo dos Estados Unidos de aumentar de 10% para 50% a tarifa de importação sobre o café brasileiro acendeu um sinal de alerta no setor cafeeiro global. A medida, que passa a valer ainda neste mês, pode gerar forte impacto na cadeia produtiva nacional, especialmente no escoamento da safra brasileira e na formação de preços internos.

De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a mudança abrupta nas regras comerciais intensificou a instabilidade tanto nos valores externos quanto no mercado doméstico do grão. O Brasil, que é o maior exportador mundial de café arábica, responde por cerca de 25% das importações de café realizadas pelos EUA.

A decisão coloca o produto brasileiro em clara desvantagem competitiva em relação a outros fornecedores. A Colômbia, segunda maior exportadora para os EUA, permanece isenta da nova tarifação, enquanto o Vietnã – principal fornecedor de café robusta – segue com uma tarifa de 20%.

Embora o Brasil conte com uma ampla carteira de compradores internacionais, além de um mercado interno robusto, especialistas do Cepea alertam que a realocação da produção destinada aos Estados Unidos não será simples. Isso porque o mercado norte-americano possui uma das indústrias de torrefação mais dinâmicas do mundo, com alta capacidade de absorção de grandes volumes e influência significativa na formação de preços globais.

Diante desse cenário, o setor cafeeiro brasileiro acompanha com preocupação os próximos desdobramentos nas relações comerciais entre os dois países. Até que haja uma definição mais clara sobre o futuro das negociações, a expectativa é de que a volatilidade nos preços, tanto no mercado internacional quanto no interno, continue afetando produtores e exportadores.
 
 
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