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16/07/2025 | 09:45

Dólar volta a subir com tensões comerciais e incertezas fiscais; IPCA avança 0,24% em junho

Após registrar a menor média do ano, o dólar Ptax encerrou a última semana cotado a R$ 5,50, com alta de 1,11% em relação à semana anterior. A valorização da moeda norte-americana reflete o aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, impulsionadas pelo anúncio de uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras pelo governo americano.

O movimento elevou o nível de aversão ao risco entre investidores, ao mesmo tempo em que as incertezas fiscais no cenário interno seguem pressionando o mercado financeiro. O ambiente de instabilidade reforça a busca por ativos mais seguros, como o dólar, e mantém o câmbio em patamar elevado.

Inflação oficial sobe 0,24% em junho, puxada por energia elétrica

No campo da economia doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última quinta-feira (10) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. O indicador registrou alta de 0,24% no mês, acumulando inflação de 5,35% nos últimos 12 meses.

Entre os grupos que mais influenciaram o resultado, Habitação se destacou com avanço de 0,99%, puxado principalmente pelo aumento na energia elétrica residencial. Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas exerceu pressão negativa sobre o índice, com recuo de 0,18% no mês, contribuindo para suavizar o avanço da inflação geral.

EUA adotam tarifas mais severas sobre produtos brasileiros

No cenário internacional, a semana foi marcada pelo endurecimento da política comercial dos Estados Unidos. O governo norte-americano emitiu comunicados a diversos parceiros comerciais, informando sobre a aplicação de novas tarifas de importação, com alíquotas variando entre 20% e 50%.

O Brasil foi um dos países mais afetados, sendo submetido à tarifa mais elevada – 50% –, o que amplia as preocupações em setores estratégicos, como o agroexportador. As novas tarifas entram em vigor a partir de 1º de agosto e devem provocar reações nos mercados nos próximos dias, além de gerar impactos diretos no comércio bilateral e na balança comercial brasileira.
 
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