Mercado do boi gordo perde força e registra negociações abaixo da referência
Após registrar negócios acima das referências nos últimos dias, com valores em torno de R$ 325,00 por arroba do boi gordo, o mercado passou a operar em patamares inferiores, com negociações pontuais na casa de R$ 315,00/@. No entanto, esses negócios ainda ocorrem em volume insuficiente para estabelecer uma nova referência de preços.
Parte das unidades frigoríficas, especialmente aquelas com escalas de abate mais confortáveis, optou por se manter fora das compras ou apresentou ofertas abaixo dos valores de referência. Apesar disso, de forma geral, a indústria no estado trabalha com escalas de abate curtas, o que tem limitado a pressão sobre os preços. Diante desse cenário, houve redução no volume de ofertas e resistência por parte dos pecuaristas em negociar boiadas nos níveis atuais. As escalas de abate estavam, em média, ajustadas para nove dias.
Goiás
Na região de Goiânia, as ofertas foram suficientes para atender à demanda das indústrias, enquanto o escoamento da carne manteve um ritmo lateralizado. Com isso, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias. As escalas de abate, na região, estavam programadas para sete dias.
Já na região Sul de Goiás, o cenário foi semelhante, com estabilidade nos preços em todas as categorias e escalas de abate também em torno de sete dias.
Região de Marabá (PA)
No sudeste do Pará, especialmente na região de Marabá, o mercado apresentou um quadro de maior pressão sobre os preços. A indústria demonstrou preocupação com os desdobramentos da salvaguarda chinesa, fator que influenciou diretamente o recuo das cotações. O preço do boi gordo e da vaca registrou queda de R$ 2,00 por arroba, enquanto a novilha teve recuo mais acentuado, de R$ 5,00/@. As escalas de abate na região estavam, em média, ajustadas para seis dias.