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31/03/2026 | 10:04

Milho avança na bolsa, mas mercado físico segue travado no Brasil

O mercado de milho iniciou a semana com comportamento divergente entre os ambientes de negociação. Enquanto os contratos futuros registraram valorização na bolsa brasileira, o mercado físico segue com baixa fluidez e dificuldades na concretização de negócios.

Na B3, os preços avançaram impulsionados por fatores como o atraso no plantio da segunda safra e as incertezas em relação ao potencial produtivo. A combinação desses elementos, somada à demanda aquecida, tem sustentado as cotações nos principais vencimentos ao longo da semana.

Em contrapartida, no mercado físico, o ritmo permanece mais lento. Em regiões de referência como Campinas, os preços sentiram pressão com o avanço da colheita da safra de verão, que ampliou a oferta disponível no curto prazo. Ainda assim, em outras praças, os valores seguem mais firmes, refletindo a postura cautelosa dos produtores e entraves logísticos.

No cenário internacional, o desempenho das exportações contribui para dar suporte ao mercado. O ritmo de embarques segue consistente, com volumes relevantes na primeira metade do mês, reforçando a demanda pelo cereal.

No Sul do país, o ambiente continua marcado por baixa liquidez. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o descompasso entre preços pedidos e ofertados limita as negociações. Já no Paraná, além do mercado travado, as condições climáticas ainda geram preocupação sobre o desenvolvimento da safrinha.

Em Mato Grosso do Sul, o plantio perdeu ritmo em função das chuvas, enquanto o mercado tenta se estabilizar após quedas recentes. A demanda do setor de bioenergia segue como um dos principais pilares de sustentação, embora ainda não seja suficiente para destravar completamente as negociações.

Diante desse cenário, o milho segue sustentado por fundamentos positivos, mas com o mercado interno operando de forma cautelosa, à espera de maior definição sobre a safra e o comportamento da oferta nos próximos meses.
 
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