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01/04/2026 | 10:53

Alta do petróleo muda estratégia do setor sucroenergético

A disparada dos preços do petróleo no mercado internacional já começa a redesenhar o cenário do setor sucroenergético brasileiro, impactando custos e influenciando decisões estratégicas nas usinas.

Com a valorização expressiva do barril desde o fim de fevereiro, os combustíveis também acompanharam esse movimento. Gasolina e diesel registraram aumentos relevantes, elevando os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas, onde o consumo de combustível é intensivo.

O diesel, em particular, tem forte peso na estrutura de custos do setor. O encarecimento do insumo pressiona desde o plantio até a colheita e o transporte da cana, reduzindo margens e exigindo maior eficiência na gestão das operações.

Por outro lado, o cenário também traz oportunidades. A alta do petróleo tende a fortalecer a competitividade do etanol, que passa a se tornar mais atrativo em relação aos combustíveis fósseis. Esse movimento pode influenciar diretamente o mix de produção das usinas, com maior direcionamento da cana para o biocombustível.

Além dos combustíveis, os fertilizantes também registram aumento de preços, influenciados por restrições globais de oferta e pelo encarecimento da energia. Esse fator adiciona uma nova camada de pressão sobre os custos da próxima safra.

Para o ciclo 2026/27, as estimativas indicam custos elevados para a produção de açúcar, com valores próximos ao limite de viabilidade frente às cotações internacionais. Esse cenário reforça a necessidade de ajustes estratégicos por parte do setor.

Apesar das pressões, ganhos de produtividade e ajustes no manejo podem amenizar parte dos impactos. Ainda assim, o ambiente atual sinaliza uma mudança no equilíbrio entre açúcar e etanol, com o biocombustível ganhando espaço diante das novas condições de mercado.
 
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