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02/04/2026 | 10:41

Soja recua e frete elevado trava negociações no Brasil

O mercado da soja iniciou abril com sinais de instabilidade, combinando leve recuo nas cotações internacionais e dificuldades logísticas que seguem impactando o ritmo de negociações no Brasil.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da oleaginosa fecharam o dia em baixa moderada, refletindo um movimento de realização de lucros após ganhos recentes. O destaque negativo ficou para o óleo de soja, que registrou queda mais acentuada, influenciando o comportamento geral do complexo. Já o farelo apresentou desempenho positivo, limitando perdas mais expressivas.

No mercado interno, o cenário foi de pouca movimentação, com negociações travadas em diversas regiões produtoras. No Sul do país, os preços nos portos se mantiveram relativamente estáveis, sustentados pelos prêmios de exportação, mas com baixa fluidez nos negócios.

O principal entrave segue sendo o custo logístico. A alta do diesel tem elevado o valor do frete, ampliando a diferença entre os preços praticados no interior e nos portos, o que desestimula novas vendas por parte dos produtores.

Em estados como Paraná e Rio Grande do Sul, o mercado permanece praticamente paralisado, com compradores e vendedores distantes nas negociações. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria ainda garante alguma sustentação às cotações, mantendo maior liquidez em comparação a outras regiões.

No Centro-Oeste, o comportamento é mais irregular. Enquanto algumas praças registram leves quedas, outras apresentam alta pontual, influenciadas pela disputa entre tradings e indústrias. Ainda assim, o cenário geral é de cautela.

Diante de um ambiente sem direção definida, produtores seguem retraídos, aguardando melhores condições de preço e redução dos custos logísticos para avançar na comercialização.
 
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