O mercado de trigo no Sul do Brasil segue em movimento de valorização, impulsionado pela oferta mais restrita e por ajustes nas negociações entre compradores e vendedores. O cenário tem gerado diferenças regionais nos preços e reduzido a fluidez dos negócios.
No Rio Grande do Sul, a tendência de alta já se consolida. Compradores trabalham com valores mais elevados no interior, enquanto produtores mantêm pedidas ainda superiores, ampliando o distanciamento nas negociações. A ausência de trigo argentino no mercado recente também contribui para sustentar os preços, embora haja expectativa de novas entradas de produto importado nos próximos dias.
Em Santa Catarina, o abastecimento segue dependente do trigo gaúcho e da produção local, que apresenta menor disponibilidade. Os preços variam conforme a região, com algumas praças registrando estabilidade e outras apontando reajustes positivos, refletindo a limitação da oferta.
No Paraná, o mercado mantém ritmo mais lento, com negociações pontuais e avanço nas pedidas. Compradores seguem cautelosos, enquanto produtores priorizam outras atividades no campo, como a colheita de soja e milho, o que reduz a oferta imediata de trigo.
No cenário externo, a baixa presença de produto argentino e a oferta pontual de trigo de outros países da região também influenciam a formação de preços no mercado interno.
Diante desse contexto, o trigo segue sustentado por fundamentos de curto prazo, com tendência de firmeza nas cotações, mas ainda com baixo volume de negócios efetivados.