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09/04/2026 | 09:47 | Atualizada: 09/04/2026 | 10:35

Milho despenca com dólar em queda e avanço da safra

O mercado de milho registrou queda nas cotações nos últimos dias, influenciado por fatores cambiais, cenário internacional e avanço da safra nas principais regiões produtoras do país. A análise é da TF Agroeconômica.

Na B3, os contratos futuros encerraram em baixa, refletindo principalmente a desvalorização do dólar, que recuou para R$ 5,10 — o menor nível desde maio de 2024. Esse movimento reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, pressionando as exportações.

Além do câmbio, o recuo em Chicago também contribuiu para o movimento negativo. O avanço da colheita da safra de verão e o desenvolvimento da safrinha, favorecido por melhora climática em parte das regiões, ampliam a oferta e reforçam o viés de baixa.

Os contratos com vencimento em maio, julho e setembro de 2026 acumularam perdas tanto no dia quanto na semana, refletindo um ambiente de menor sustentação externa e maior disponibilidade interna.

No mercado físico, o cenário segue heterogêneo entre os estados do Sul do país. No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com compradores priorizando estoques próprios. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, mantendo estabilidade na média estadual, embora a produção apresente variações devido à irregularidade das chuvas.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com forte diferença entre os valores pedidos e ofertados. Enquanto vendedores trabalham próximos de R$ 75,00 por saca, a demanda gira em torno de R$ 65,00, limitando o fechamento de novos negócios.

No Paraná, a dinâmica é semelhante, marcada por baixa fluidez e incertezas quanto à segunda safra. As condições climáticas, com calor intenso e chuvas irregulares, impactam o potencial produtivo e dificultam o manejo das lavouras.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca, com negociações pontuais. A demanda do setor de bioenergia segue como importante fator de sustentação, embora o mercado continue competitivo e com postura cautelosa por parte dos agentes.

Diante desse cenário, o mercado de milho segue pressionado no curto prazo, com forte influência do câmbio e da evolução da safra, enquanto produtores mantêm atenção redobrada às oportunidades de comercialização.
 
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