Farelo dispara em Chicago e sustenta preços da soja nesta sexta-feira
O mercado da soja encerra a semana com comportamento estável na Bolsa de Chicago, mantendo o movimento de lateralização observado nos últimos dias. Nesta sexta-feira (10), o destaque ficou para a valorização do farelo de soja, que avançou mais de 1% e contribuiu para dar suporte aos preços do grão.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros seguem operando com ajustes técnicos, refletindo um ambiente de incertezas no cenário global. Após uma sequência de oscilações influenciadas por fatores geopolíticos, o mercado volta sua atenção para os fundamentos, especialmente o início da nova safra nos Estados Unidos.
O farelo de soja atingiu novos patamares, superando US$ 323 por tonelada curta, impulsionado principalmente pela menor oferta da Argentina no mercado internacional. Esse fator abriu espaço para maior demanda pelo produto norte-americano, elevando as cotações e influenciando positivamente o complexo soja.
Por outro lado, o óleo de soja voltou a recuar, registrando queda próxima de 1%. O movimento reflete ajustes após uma semana marcada por forte volatilidade, mesmo com o petróleo apresentando recuperação recente. A relação entre energia e biocombustíveis segue sendo um dos principais vetores de oscilação para o derivado.
O cenário internacional continua sendo marcado por incertezas, especialmente diante das tensões no Oriente Médio e da fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Esse ambiente mantém os investidores cautelosos, limitando movimentos mais expressivos nos preços.
Ao mesmo tempo, o foco do mercado começa a se deslocar para o clima no Meio-Oeste americano, onde o plantio da nova safra está prestes a começar. As condições climáticas e o desenvolvimento inicial das lavouras serão determinantes para a formação de expectativas de oferta nos próximos meses.
Diante desse contexto, o mercado da soja segue equilibrado entre forças opostas: de um lado, o suporte vindo do farelo e da demanda internacional; de outro, a pressão do óleo e as incertezas externas. O resultado é um cenário de estabilidade, com tendência de volatilidade no curto prazo.