Soja sobe com cautela em meio a ajustes e avanço da colheita
O mercado da soja apresentou leve alta nesta quinta-feira, com movimentos moderados tanto no cenário internacional quanto no Brasil. A valorização ocorre em um ambiente de cautela, influenciado por ajustes técnicos, dados de oferta e demanda e fatores geopolíticos.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros fecharam em alta. O vencimento maio avançou 0,28%, enquanto julho registrou ganho de 0,25%. Os derivados também acompanharam o movimento positivo, com valorização tanto do farelo quanto do óleo de soja.
O relatório divulgado pelo USDA trouxe ajustes pontuais, sendo considerado neutro pelo mercado. Houve corte nas exportações norte-americanas, aumento no esmagamento doméstico e manutenção dos estoques finais. Além disso, a redução das áreas afetadas por seca favorece o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos.
No Brasil, o avanço da colheita segue como um dos principais fatores de influência sobre os preços. No Rio Grande do Sul, os trabalhos atingem cerca de 38% da área, impulsionados pelo clima seco e até por jornadas noturnas no campo. A produtividade média está em 2.871 kg por hectare, embora haja grande variação entre regiões. A menor oferta tem ajudado a sustentar os preços no estado.
Em Santa Catarina, o mercado físico apresenta estabilidade na maior parte das praças, com leve recuo no porto, refletindo um ambiente de cautela e ausência de novos indicadores relevantes. No Paraná, a colheita já chega a 96%, com produtores voltando o foco para o milho safrinha e para o aumento dos custos com manejo de plantas daninhas.
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul avança para a reta final da colheita, com 98,2% da área já colhida e revisão positiva da produtividade após as chuvas de março. Apesar disso, a comercialização segue lenta. Já em Mato Grosso, a safra recorde se confirma, com bom andamento tanto da colheita quanto do plantio do milho safrinha, enquanto os preços registram alta na maioria das regiões.
Diante desse cenário, o mercado da soja segue equilibrado entre fundamentos e fatores externos, com tendência de volatilidade moderada e decisões de venda ainda sendo tomadas com cautela pelos produtores.