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20/04/2026 | 10:28

Milho despenca e mercado trava com avanço da nova safra

O mercado de milho encerrou a semana em queda, refletindo a combinação entre fatores sazonais, avanço da oferta e postura mais cautelosa dos agentes. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual é típico de períodos de transição entre safras, com pressão adicional sobre os preços.

Na B3, os contratos futuros registraram perdas tanto no último pregão quanto no acumulado semanal. O movimento foi influenciado pelo avanço da colheita e pelo posicionamento mais defensivo de investidores, especialmente antes do feriado prolongado.

A expectativa de aumento na produção, reforçada por dados recentes, e a entrada gradual da segunda safra ampliam a oferta disponível no mercado, reduzindo o apetite comprador e contribuindo para a queda das cotações.

No mercado físico, o indicador também recuou, acompanhando a desvalorização do dólar frente ao real. Mesmo com leve alta nas cotações internacionais na Bolsa de Chicago, o cenário interno teve maior peso na formação dos preços.

Nos estados do Sul, o ritmo de negócios permanece lento. No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular devido às chuvas, enquanto os preços se mantêm relativamente firmes em algumas regiões por conta da oferta limitada.

Em Santa Catarina e no Paraná, o descompasso entre pedidas e ofertas segue travando as negociações, com poucos negócios efetivados, apesar de sinais pontuais de sustentação.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta recuperação nas cotações após quedas recentes, mas a liquidez continua restrita. A atuação seletiva da demanda e a maior presença de vendedores limitam avanços mais consistentes, mesmo com o suporte vindo do setor de bioenergia.

Diante desse cenário, o mercado de milho segue pressionado pela expectativa de maior oferta, com negociações lentas e tendência de volatilidade no curto prazo.
 
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