Os preços do petróleo voltaram a subir diante de novas incertezas sobre o fluxo global de embarcações, após mais uma interrupção no Estreito de Hormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte de energia no mundo.
Segundo análise da StoneX, o movimento ocorre após três semanas consecutivas de queda nas cotações, em um cenário marcado por sinais diplomáticos contraditórios e por um mercado físico cada vez mais pressionado.
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent acumulou queda de 5,1%, sendo negociado próximo de US$ 90,4 por barril. Já os futuros do WTI seguiram a mesma tendência, encerrando a US$ 83,9 por barril, com recuo de 13,2% no período. Apesar disso, o mercado permanece altamente sensível aos desdobramentos no Oriente Médio, especialmente em relação às operações no Estreito de Ormuz.
A recente pressão baixista foi influenciada pela expectativa de maior alinhamento diplomático entre Irã e Estados Unidos. Esse sentimento ganhou força após o anúncio de reabertura do estreito, condicionado à manutenção de um cessar-fogo entre os países.
Ainda assim, o alívio foi parcial. O mercado continua precificando riscos relevantes, já que não há garantias sobre a normalização plena do tráfego marítimo. A oferta física segue pressionada, e os fluxos de embarcações operam abaixo dos níveis considerados normais.
Esse descompasso entre o avanço diplomático e os desafios logísticos mantém a volatilidade elevada. Mesmo com sinais de possível acordo, o cenário no Estreito de Ormuz segue como fator determinante para a formação dos preços do petróleo no curto prazo.