Soja sobe em Chicago com apoio do farelo e foco na geopolítica
Os preços da soja iniciaram a semana em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados principalmente pelos ganhos expressivos do farelo, que atua como principal suporte para o complexo nesta segunda-feira.
Por volta das 6h55 (horário de Brasília), os contratos da oleaginosa avançavam entre 3,25 e 3,75 pontos nos principais vencimentos, com o julho cotado a US$ 11,67 e o agosto a US$ 11,74 por bushel. O farelo de soja registrava alta superior a 1%, enquanto o óleo apresentava ganhos mais modestos. Milho e trigo também operavam em alta no mesmo período.
O mercado segue fortemente influenciado pelo cenário externo, especialmente pelas tensões geopolíticas envolvendo Irã e China, além da situação no Estreito de Ormuz, que permanece com restrições. Esse contexto mantém o petróleo em níveis elevados e sustenta um prêmio de risco para commodities ligadas à energia e fertilizantes.
De acordo com o Grupo Labhoro, o ambiente externo segue determinante para o comportamento dos preços, embora os fundamentos da nova safra norte-americana ganhem cada vez mais relevância.
Nos Estados Unidos, as condições climáticas continuam favorecendo o avanço do plantio. A expectativa é de que a área semeada já esteja entre 21% e 24%, avanço significativo em relação aos 12% registrados na semana anterior. Os dados oficiais serão divulgados ainda hoje pelo USDA.
O ritmo acelerado dos trabalhos, aliado à boa umidade do solo no Meio-Oeste americano, reforça perspectivas positivas para a safra 2026/27. Com isso, o mercado começa a migrar gradualmente o foco da safra atual para o desenvolvimento do novo ciclo.
Além disso, cresce a expectativa em torno de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para o próximo mês, que pode influenciar diretamente a demanda chinesa por produtos agrícolas dos Estados Unidos.
O cenário, portanto, combina suporte técnico, fundamentos positivos e incertezas externas, mantendo a soja em trajetória de alta moderada neste início de semana.