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04/05/2026 | 09:46

Consultoria alerta para risco de esperar alta mais forte da soja

O mercado da soja vive um momento de equilíbrio delicado, com fatores de sustentação ligados à demanda industrial dividindo espaço com pressões provocadas pela ampla oferta global.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação para o produtor neste momento é aproveitar repiques de alta para negociar, evitando manter toda a produção retida à espera de uma valorização mais intensa.

A consultoria avalia que o mercado brasileiro segue lateralizado, com suporte próximo de R$ 120 por saca e resistência na faixa entre R$ 123 e R$ 124.

Após a recente recuperação, os preços perderam força, elevando o risco de perda de oportunidade para quem optar por adiar vendas na expectativa de um rompimento mais consistente.

Diante desse cenário, a estratégia sugerida é realizar negociações escalonadas, em lotes, especialmente quando as cotações se aproximarem da faixa de resistência.

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago tenta consolidar uma retomada de alta após romper o canal de baixa e lateralidade, mas ainda sem confirmação técnica robusta.

O contrato julho opera com suporte ao redor de 1.160 cents por bushel e resistência entre 1.200 e 1.220 cents, refletindo um ambiente ainda congestionado.

Entre os principais fatores de sustentação está a demanda pelo óleo de soja.

Nos Estados Unidos, o uso do óleo para biodiesel atingiu o maior patamar desde julho de 2025, respondendo por 44% da matriz de biocombustíveis.

Esse movimento sustenta o complexo soja como um todo, fortalecendo grão, farelo e óleo.

As margens elevadas de esmagamento também oferecem suporte adicional, com expectativa de forte processamento tanto no mercado norte-americano quanto no Brasil.

Por outro lado, a safra brasileira superior a 180 milhões de toneladas segue limitando altas mais agressivas.

A pressão também vem da queda dos prêmios na América do Sul, das condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos e na Argentina, além de uma demanda chinesa considerada presente, mas ainda moderada.

Para operações de proteção, a recomendação é avaliar estratégias envolvendo travas em Chicago, câmbio e prêmio.

Entre os principais sinais de alerta monitorados pelo mercado estão uma eventual queda do petróleo, aceleração do plantio norte-americano, continuidade da pressão sobre os prêmios e redução no ritmo de compras da China.

A avaliação final da consultoria é de que o mercado segue lateralizado, com leve viés de baixa no Brasil, tornando mais prudente vender nas altas do que apostar em um rompimento expressivo no curto prazo.
 
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