Soja fecha em baixa com pressão externa e desafios logísticos
O mercado da soja encerrou o dia em queda, pressionado pelo recuo das cotações internacionais, pela baixa do petróleo e por entraves logísticos em importantes regiões produtoras do Brasil.
Na Bolsa de Chicago, o contrato maio fechou cotado a US$ 11,79 por bushel, com queda de 1,40%, enquanto o julho recuou 1,38%, encerrando a US$ 11,94 por bushel.
O farelo de soja caiu 0,97%, enquanto o óleo recuou 2,46%, refletindo o impacto do enfraquecimento do petróleo no mercado global.
No Brasil, fatores climáticos e operacionais ampliaram a pressão.
No Rio Grande do Sul, a estiagem continua afetando áreas remanescentes da safra, com perdas expressivas em algumas regiões. Em Nonoai, a saca recuou para R$ 112,00.
Em Santa Catarina, o mercado mostrou estabilidade, sustentado pela demanda das cadeias de proteína animal.
No Paraná, o aumento dos custos de frete pressionou as margens, enquanto em Mato Grosso do Sul a disputa logística com o milho contribuiu para novas quedas.
Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída, mas os custos de escoamento seguem no radar do mercado.
O cenário mantém a soja pressionada no curto prazo, com agentes atentos aos desdobramentos internacionais e à logística doméstica, fatores que devem continuar influenciando a formação de preços nas próximas semanas.