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11/05/2026 | 10:40 | Atualizada: 11/05/2026 | 12:23

Milho segue em queda com aumento da oferta e estoques elevados

Os preços do milho continuam em trajetória de queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pressionados pelo avanço da oferta no mercado brasileiro.

Segundo pesquisadores do Centro, o movimento é influenciado principalmente pela colheita da safra de verão e pelo elevado volume de estoques de passagem remanescentes da temporada 2024/25.

Com maior disponibilidade do cereal, compradores têm encontrado facilidade para negociar e, em muitos casos, optam por aguardar novas baixas antes de efetivar aquisições.

No mercado spot, parte dos vendedores já demonstra maior flexibilidade nas negociações, pressionada pela necessidade de liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa.

A entrada simultânea de lotes da safra de verão de milho e soja tem ampliado a necessidade logística em diversas regiões produtoras, acelerando o movimento de comercialização.

De acordo com o Cepea, as quedas não têm sido ainda mais intensas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra.

A falta de chuvas e as altas temperaturas observadas em algumas áreas produtoras acendem alerta entre agentes do mercado.

Além disso, a possibilidade de entrada de frentes frias voltou ao radar do setor.

Caso as previsões se confirmem e provoquem impactos nas lavouras, o potencial produtivo poderá ser comprometido, alterando a percepção de oferta futura.

Até o momento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas para a segunda safra brasileira.

O mercado segue atento à evolução climática nas próximas semanas, fator que deverá ser determinante para a formação dos preços no curto prazo.

Enquanto isso, o cenário de oferta confortável mantém a pressão sobre as cotações e reforça a cautela entre os agentes do setor.
 
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