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16/06/2026 | 14:35

Mercado do boi gordo inicia semana com preços estáveis em São Paulo

O mercado do boi gordo começou a semana em ritmo lento nesta segunda-feira (15). Com poucos negócios realizados e grande parte dos frigoríficos afastada das compras, as cotações permaneceram estáveis nas principais praças pecuárias de São Paulo. As escalas de abate seguem relativamente confortáveis, atendendo em média sete dias de programação das indústrias.

No Sudeste de Rondônia, o cenário foi diferente. A arroba do boi gordo registrou recuo de R$ 3,00, enquanto o chamado “boi China” apresentou queda de R$ 2,00 por arroba. Já os preços das fêmeas permaneceram inalterados, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda na região.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, as vendas no varejo começaram a semana anterior com bom desempenho, mas perderam intensidade ao longo dos dias. Apesar da desaceleração, o consumo não chegou a travar, mantendo o fluxo de negócios. Os pedidos de reposição por parte do atacado ocorreram de forma mais cautelosa, enquanto a oferta disponível foi suficiente para atender à demanda sem formação de estoques excessivos.

Diante desse cenário, os preços das carcaças casadas apresentaram comportamentos distintos. A carcaça casada do boi capão registrou queda de 0,2%, equivalente a R$ 0,05 por quilo. Em contrapartida, a carcaça do boi inteiro avançou 1,3%, com valorização de R$ 0,30 por quilo.

Entre as fêmeas, as carcaças casadas tiveram alta de 0,9%, representando ganho de R$ 0,20 por quilo. O movimento reflete uma oferta mais ajustada e o interesse dos compradores em algumas categorias específicas.

Para os próximos dias, a expectativa é de manutenção das cotações em patamares firmes. O aumento do consumo durante o fim de semana, impulsionado pelos eventos esportivos e pela menor disponibilidade de carne no mercado, pode contribuir para a sustentação dos preços.

Nas proteínas concorrentes, o mercado também apresentou valorização. O preço do frango médio subiu 2,0%, com acréscimo de R$ 0,13 por quilo, enquanto o suíno especial registrou alta de 2,2%, equivalente a R$ 0,20 por quilo, reforçando um cenário de firmeza para o setor de proteínas animais.
 
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