Milho acumula alta de quase 3% em julho, mas mercado segue com negociações limitadas
O mercado brasileiro de milho encerrou o mês de julho com valorização nos preços, embora as negociações continuem ocorrendo de forma pontual. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referência para Campinas (SP), apresentou apenas pequenas oscilações nos últimos dias, mas acumulou alta de quase 3% entre o início do mês e o dia 30 de julho.
Segundo os pesquisadores do Cepea, compradores permanecem cautelosos e acompanham o avanço da colheita da segunda safra, que tende a ampliar a oferta do cereal nas próximas semanas. Enquanto isso, os vendedores concentram esforços nos trabalhos de campo, reduzindo o ritmo das comercializações.
Nesse cenário, as negociações no mercado físico e para entregas futuras seguem restritas, ocorrendo principalmente para atender demandas específicas. Compradores buscam recompor estoques para abastecimento imediato, enquanto vendedores realizam operações pontuais para fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns durante o período de colheita.
A expectativa do mercado é de que o avanço da colheita da safrinha continue influenciando a dinâmica de oferta e demanda nas próximas semanas, mantendo o comportamento cauteloso dos agentes até que haja maior definição sobre o volume disponível e o ritmo da comercialização.