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28/10/2026 | 10:30

Mercado de milho opera travado e sob pressão da oferta; desaceleração nas exportações e avanço do plantio mantêm cotações acomodadas no Sul e Centro-Oeste

O mercado físico de milho segue com movimentação cadenciada e viés de baixa nas principais praças produtoras do país. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a combinação de uma oferta interna superior à demanda atual com a desaceleração no ritmo das exportações brasileiras tem restringido o volume de novos negócios, levando os compradores a atuarem estritamente na reposição pontual de estoques.

Panorama nas Praças Produtoras

Rio Grande do Sul: A saca oscila entre R$ 60,00 e R$ 70,00, com média estadual apurada pela Emater em R$ 62,59 (recuo de 0,57%). Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, a referência no disponível sustenta-se em R$ 75,00/sc. Diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns para a safra de verão, parte dos produtores tem aceito ceder nas pedidas. No campo, a Conab indica que o plantio da safra 2026/27 atingiu 81% da área, mas o excesso de umidade e as baixas temperaturas continuam dificultando o desenvolvimento inicial das plantas.

Santa Catarina: O mercado físico permanece travado devido ao distanciamento entre as pontas: vendedores pedem valores próximos a R$ 60,00/sc, enquanto os compradores sinalizam propostas na casa de R$ 55,00/sc. Com a semeadura alcançando 89,9% da área e apresentando boa evolução, a expectativa de uma safra cheia reforça a cautela das indústrias.

Paraná: Compradores evitam acumular estoques e produtores vendem apenas lotes pontuais. De acordo com a Conab, o plantio chegou a 86% da área. Os preços ao produtor fecharam em R$ 60,45/sc no Centro-Oriental, R$ 50,58/sc no Oeste e R$ 65,83/sc no Norte Central. Embora a maioria das lavouras apresente bom porte, episódios recentes de tempestades provocaram desfolhamento e acenderam o alerta para a incidência de pragas e doenças.

Mato Grosso do Sul: As cotações oscilam entre R$ 52,00 e R$ 54,00 por saca. O suporte de liquidez na região tem vindo das indústrias de bioenergia (etanol de milho), que mantêm compras ativas, enquanto o restante do mercado atua de forma seletiva na recomposição de estoques.
 
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