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29/10/2026 | 11:12

Exportações brasileiras de carne bovina in natura devem fechar outubro com queda de 36% em volume, mas com preços 13% maiores

As exportações brasileiras de carne bovina in natura caminha para encerrar o mês de outubro de 2026 com recuo expressivo no volume total embarcado, apesar de darem sinais de melhora no ritmo operacional em relação ao mês anterior. De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o país exportou 154,50 mil toneladas até a quarta semana do mês, gerando uma receita de US$ 970,95 milhões.

A média diária dos embarques alcançou 9,66 mil toneladas no período, o que representa uma retração de 33,72% em relação ao desempenho observado em outubro de 2025. Por outro lado, na comparação com a média diária registrada em setembro de 2026, houve um avanço de 4,05%, evidenciando uma retomada gradual no fluxo de saída do produto nos portos.

Projeção para o fechamento e fatores da retração

Caso a média diária verificada até a quarta semana se mantenha ao longo dos últimos cinco dias úteis restantes de outubro, o volume total exportado poderá alcançar 202,79 mil toneladas. Se confirmada, a projeção indicará uma queda de 36,73% em relação ao recorde histórico alcançado em outubro de 2025.

Segundo a análise do Imea, o recuo projetado apoia-se em dois pilares principais:

Elevada Base de Comparação: O volume histórico registrado em outubro do ano passado elevou consideravelmente a régua para o indicador anual.

Demanda Chinesa Ajustada: O mercado registrou uma menor participação relativa da China nas compras de carne bovina brasileira ao longo deste mês.

Preços em alta no mercado internacional

Apesar da retração no volume físico comercializado, o cenário externo continua a garantir remunerações atrativas para o setor produtivo e exportador.

Até a quarta semana de outubro, o preço médio da tonelada atingiu US$ 6.284,31, o que representa uma valorização de 13,46% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado demonstra que a queda nos embarques ocorre em meio a um ambiente de cotações internacionais fortalecidas para a proteína bovina brasileira.
 
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