Reação na soja: Clima no Sul e força do dólar seguram cotações enquanto plantio ganha ritmo no Centro-Oeste
O mercado físico e futuro da soja opera em ritmo de recuperação e busca de estabilidade após episódios de forte oscilação nas bolsas internacionais e na B3. Com o Indicador Cepea/Esalq (Porto de Paranaguá/PR) trabalhando no patamar de R$ 155,55 por saca de 60 kg, o complexo oleaginoso encontra sustentação no suporte trazido pelo câmbio e pelo interesse comprador das tradings para os embarques de exportação.
No campo, o cenário exibe duas realidades distintas para a safra 2026/27:
Centro-Oeste acelerado: Em Mato Grosso, a semeadura ultrapassa 75% da área prevista, favorecida por pancadas de chuva que garantem boa umidade no solo e reduzem a janela de risco para o milho segunda safra.
Alerta no Sul: No Paraná e no Rio Grande do Sul, o excesso de precipitações e a baixa luminosidade têm travado o trabalho das semeadoras, gerando alertas de falhas de germinação e necessidade de replantios pontuais em algumas propriedades.
A postura do produtor rural segue de cautela, travando apenas os volumes necessários para cobrir os custos imediatos de custeio e monitorando o apetite chinês nas praças de exportação.