Pressão de oferta e compras cadenciadas travam altas do milho no mercado interno
A comercialização de milho no mercado físico brasileiro segue atuando em ritmo lento e com viés de pressão nas cotações. O Indicador Cepea/Esalq (Campinas/SP) situa-se na casa de R$ 64,87 por saca, refletindo a estratégia das indústrias de ração e granjas, que preferem atuar de forma pontual para recomposição de estoques de curto prazo.
A grande disponibilidade de grão vinda da safrinha e o avanço dos preparativos para o novo ciclo mantêm o viés comprador sob controle nas principais praças de negociação:
Rio Grande do Sul: A média estadual registrou recuo, atingindo R$ 62,59 por saca devido ao fluxo de oferta regional e menor liquidez no disponível.
Mato Grosso do Sul: O mercado físico atua estabilizado, com negócios variando entre R$ 52,00 e R$ 54,00 a saca, sustentado fundamentalmente pelo consumo contínuo das indústrias de etanol de milho.
Diante de um quadro de abastecimento interno confortável, os analistas preveem que novos ciclos de valorização expressiva dependerão diretamente do ritmo das exportações nos portos e do comportamento do dólar nas próximas semanas.