Dólar elevado puxa paridade de exportação e trava vendas no mercado interno de algodão
O mercado físico do algodão em pluma segue trabalhando com liquidez reduzida e ritmo travado nas praças brasileiras. Com o Indicador Cepea/Esalq situado em 408,60 centavos de real por libra-peso, a comercialização spot (pronta entrega) esbarra no descompasso entre as pedidas dos cotonicultores e as ofertas praticadas pela indústria têxtil nacional.
O comportamento do setor é explicado por dois fatores centrais:
Foco no Cumprimento de Contratos: O elevado volume da safra negociado antecipadamente faz com que produtores e tradings concentrem esforços na logística de entrega dos contratos a termo já firmados, reduzindo a oferta de lote livre no mercado imediato.
Atratividade do Mercado Externo: A combinação entre as cotações internacionais e o patamar do dólar manteve a paridade de exportação em níveis superiores aos preços praticados dentro do país.
Dessa forma, a tendência atual é de que as usinas de beneficiamento e exportadores continuem direcionando a pluma para os portos, deixando o abastecimento interno restrito a compras de necessidade imediata das indústrias locais.