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03/11/2026 | 09:59

Alta do dólar e competitividade externa aquecem mercado doméstico de soja e elevam preços ao patamar de outubro

A forte valorização do dólar frente ao Real registrada na última semana deu um novo fôlego à oleaginosa brasileira no cenário global, ampliando a competitividade da soja do país no mercado internacional e atraindo o interesse de compradores estrangeiros. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse movimento impulsionou a liquidez no mercado doméstico e fez com que as cotações retornassem aos mesmos patamares observados no início de outubro.

Segundo os pesquisadores do Cepea, o apetite por negócios no mercado spot (pronta entrega) também foi intensificado pelo receio e pelas incertezas em torno dos custos de frete para os próximos meses, impulsionados sobretudo pelas perspectivas de alta nos preços do diesel.

Cautela em contratos a termo e valorização dos derivados

Em contrapartida ao aquecimento no disponível, o comportamento dos agentes nacionais revela um cenário de maior cautela quando o assunto são compromissos futuros. Produtores e vendedores têm demonstrado menor interesse em fechar contratos a termo, com maior foco de reticência para os embarques previstos para 2027. Além das dúvidas sobre a futura logística do frete rodoviário, as discussões em torno da reforma tributária reforçam a prudência, fazendo com que parte do setor prefira reter os estoques remanescentes da safra anterior a comprometer volumes de forma antecipada.

O mercado de derivados também acompanhou o movimento de alta nos últimos dias:

Óleo de Soja: A demanda aquecida elevou os prêmios de exportação ao maior patamar desde março deste ano. Contudo, o recuo verificado no preço FOB acabou limitando uma valorização ainda mais expressiva no mercado interno.
 
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