Menor disponibilidade de caminhões encarece frete em Mato Grosso
O frete para transportar a safra colhida em Mato Grosso ficou mais caro esta semana. De acordo com empresas transportadoras ouvidas pelo Blog, o preço cobrado para levar uma tonelada de soja de Lucas do Rio Verde para Rondonópolis, por exemplo, gira em torno de R$ 105. Há uma semana, custava pouco menos de R$ 100. O salto de 5% é reflexo da menor disponibilidade de caminhões para efetuar o serviço, um dos efeitos da pandemia de Covid-19.
A menor oferta de veículos é decorrente de dois motivos centrais, segundo Cleomar Immich, que preside a Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Sinop. O primeiro é o receio natural de muitos motoristas em permanecerem na atividade em pleno período de quarentena. Entre “ficar exposto ao risco de contágio e ficar em casa”, vários optaram pela segunda opção. O outro motivo, de acordo com Immich, é a falta de apoio logístico durante este período de “resguardo”. Em várias cidades (e ao longo das rodovias), restaurantes, borracharias e oficinas mecânicas estão com as portas fechadas, cumprindo decretos municipais. Quem sai para transportar, nestas condições, acaba exposto ao risco de não encontrar lugar nem mesmo para comer.
Quem depende da normalidade do transporte – e do fluxos de caminhões – já sente a diferença e os impactos da movimentação reduzida. Em alguns postos de combustíveis que ficam às margens da BR-163, houve queda expressiva na venda de óleo diesel nos últimos dias. O funcionários de um dos postos ouvidos pelo Blog relatou que normalmente eram vendidos 10 mil litros do combustível por dia. De segunda-feira para cá, o volume tem caído gradativamente. Ontem, disse o funcionário, vendemos apenas 4 mil litros de diesel. Redução de 60% no volume negociado!