Os futuros da soja na Bolsa de Chicago se recuperaram dos preços mais baixos durante a noite e ultrapassaram o limite psicológico de US$ 16,00/bu para atingir seu nível mais alto desde 2012, de acordo com informações da TF Agroeconômica. Esse fator foi apoiado por um mercado à vista apertado nos EUA e pelo posicionamento dos investidores antes do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quarta-feira.
“Os contratos do primeiro mês de julho saltaram 2,1% no dia, sendo negociados a US $ 16,21/bu no fechamento de Chicago, enquanto o mercado aguarda o primeiro relatório do Wasde, que incluirá uma previsão para 2021/22, a ser divulgado na quarta-feira. Os futuros foram alimentados pelo apertado mercado à vista dos EUA, onde a demanda permanece muito robusta e as ações devem ser relatadas em baixa no relatório de Wasde”, comenta a consultoria.
A soja também continua ganhando força com o milho, já que a China continua ativa no mercado, com exportadores privados dos EUA relatando vendas de 680.000 toneladas de milho fresco para entrega em 2021/22. “Estimativas mais baixas para a safrinha brasileira de segunda safra também continuam a impulsionar os preços do milho”, completa.
“O dólar teve novo dia de volatilidade, operando sem firmar tendência. A ata do Copom sinalizando nova alta de juros em junho, mas reforçando a visão de ajuste parcial na Selic, fez as cotações subirem mais cedo. No início da tarde, porém, a moeda americana chegou a cair e testou os R$ 5,20, refletindo a melhora do Ibovespa e fluxo externo, segundo operadores. A divisa caiu ante pares fortes, mas subiu em relação a alguns emergentes, como o México, refletindo a alta dos juros longos americanos em meio a renovadas preocupações com a inflação nos Estados Unidos”, conclui.