B3: milho cai diante de um mercado físico enfraquecido
As cotações no mercado futuro do milho de São Paulo segura a queda nas cotações do mercado físico do milho nesta quarta-feira na B3, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A maior parte das praças do país hoje viu um dia praticamente congelado de negócios. Em estados com grande consumo e movimentação, tais como Santa Catarina e Paraná, não foram raros os casos de nossos correspondentes, ligados à compra, que se declarassem “fora”, em uma espera de quem sabe que, neste momento, sem o mercado de exportação, não há outro destino para o preço do milho, a não ser a queda”, comenta.
Nos fechamentos, novembro/21 foi cotado à R$ 85,09 (-0,25%), o janeiro/22 valeu R$ 84,43 (-0,71%), o março/22 foi negociado por R$ 85,49 (+0,30%) o maio/22 teve valor de R$ 82,51 (+ 0,29%) e o julho/22 de R$ 81,10 a saca (+0,37%).
Em Chicago, milho fechou em alta por boa demanda de exportação e área menor nos Estados Unidos. “A cotação do milho para dezembro21 fechou em nova alta de 1,08% ou 4,25 cents/bushel a $ 575,25. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em alta de 0,64% ou $3,75 cents/bushel a $ 586,50”, completa.
“O mercado de milho fechou em alta, contaminado pela tendência dos demais grãos. As boas expectativas de volume de exportação semanal nos EUA aumentaram o ímpeto. IHS Markit estimou a área de milho de 2022 dos EUA em 90,784 m acres (36,94 milhões de hectares), uma queda de 1,6m em relação ao dado anterior e contra 93,304m acres da safra anterior. O EIA informou que os produtores de etanol produziram em média 1,06 milhão de barris por dia durante a semana que terminou em 12/11, alta de 1.039 mi bpd na semana passada, mas permanece abaixo dos 1.1+ milhões de bpd durante o final de outubro”, conclui.