O baixo ritmo de ofertas no mercado físico que leva a poucos avanços na comercialização e sustentam as altas do milho nesta quinta-feira na B3, de acordo com a TF Agroeconômica. “Com foco na soja, produtores de todo o país dificilmente colocam lotes à venda e não baixam suas pedidas. E os produtores têm razões suficientes para vender a conta gotas sua produção, afinal, se por um lado, irá se produzir muito menos, por outro, o mercado deve se manter firme – ao que tudo indica – pelo menos até a colheita da Safrinha”, comenta.
“No fechamento de mercado, um tom de leve alta para os principais vencimentos, que fecharam o dia de negociações conforme segue: o vencimento março/22 foi cotado à R$ 100,40 (+0,90%); o maio/22 valeu R$ 98,30 (+0,72%); o julho/22 foi negociado por R$ 92,00 (+0,52%) e o setembro/22 teve valor de R$ 90,65 (+0,10%)”, indica.
Em Chicago o milho volta a cair, com queda no trigo e dólar em alta; produtores mudam de milho para trigo. “A cotação do milho para março22 fechou em nova queda de 0,48% ou 3,0 cents/bushel a $ 624,0. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em queda de 0,69% ou $ 4,25 cents/bushel a $ 615,0”, completa.
“Dólar em alta em relação ao resto das moedas do mundo e trigo com ajustes, transmitiram fraquza. O cenário de produção na América do Sul é acompanhado de perto. Um bom relatório semanal de vendas nos EUA evitou novas quedas. A IHS Markit vê áreas plantadas de milho em 2022 com 91.489 m acres (37,03 milhões de hectares). Isso está abaixo da estimativa anterior de 91,578 milhões de acres e se compara a 93,357 para 21/22. A maior parte da mudança foi para o trigo, com um aumento moderado de grãos ano/ano”, conclui.