B3: Novas altas registradas em fechamento do milho
As cotações do milho voltaram a fechar em alta na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), com o início da recuperação das exportações, segundo informações da TF Agroeconômica. “A demanda da exportação começou a se fazer sentir no Brasil levemente na segunda quinzena de julho, como mostramos nos gráficos da semana passada. Dizemos “leve” alta no dia, porque o comparativo semanal ainda registra forte queda. Por conta disso, começou, ainda que de leve, a disputa pelo grão no mercado interno”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam novamente em alta no dia e queda na semana: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 83,87, alta de R$ 0,91 no dia, mas queda de R$ 4,12 na semana nos últimos 5 pregões (semana); já novembro/22 fechou a R$ 86,28, alta de R$ 0,87 no dia e queda de R$ 3,66 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 88,44, alta de R$ 0,48 no dia e queda de R$ 3,21 na semana”, completa.
Em Chicago o milho recuperou 2,53% nesta segunda-feira, por risco climático. “A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em alta de 2,53% ou $ 14,25 cents/bushel a $ 578,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 3,20% ou $ 18,25 cents ou a $ 569,25”, indica.
“Os preços incorporaram certo prêmio climático, dadas as previsões que começaram a antecipar um panorama de temperaturas mais altas e chuvas escassas em algumas regiões produtoras. Recorde-se que as culturas estão passando por fases fundamentais de desenvolvimento. Dúvidas em relação à retomada dos embarques da Ucrânia, operaram no mesmo sentido”, conclui.