
01/03/2023 | 10:18 | Atualizada: 01/03/2023 | 11:16
"Mantenha os olhos sobre o clima na Argentina, a maior exportadora mundial de farelo e óleo de soja. Com mais seca na previsão, a situação da produção da oleaginosa pode ficar ainda mais grave", destacou a agência internacional de notícias Bloomberg na segunda-feira (27).
Afinal, na semana passada, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires trouxe uma nova correção em sua estimativa para a safra 2022/23 do país para 33,5 milhões de toneladas, a menor em 14 anos ao ser confirmada. No número do último dia 23, a bolsa traz um novo corte de 4,5 milhões de toneladas em relação a sua última projeção.
Em seu informe, a bolsa diz ainda que "a severidade do dano será avaliada durante as próximas semanas e dependendo do impacto sobre os quadros, a estimativa real de produção poderia sofrer uma nova atualização".
"Uma colheita menor é uma má notícia para o governo, que depende da agricultura para impulsionar a economia e das exportações de soja para sustentar as reservas em dólares do banco central. A colheita reduzida também alimentará os preços globais da soja", complementou a Bloomberg.