
27/03/2023 | 09:17 | Atualizada: 27/03/2023 | 09:31
“Já o milho tem, por si mesmo, possibilidade de alta a médio prazo. Dizemos médio e não curto prazo, porque a alta dos preços dependa da (disputa com a) exportação e a demanda chinesa está muito lenta, com a queda da produção de rações, diante da peste suína sofrida por aquele país recentemente”, completa.
No ano, o milho recuou 5,23% na CBOT e menos da metade no Brasil, com -2,19%, o que significa que os preços brasileiros estão ganhando terreno. “A alta de 1,78 na semana do milho na CBOT tem um pouco a ver com as notícias da Rússia de ontem (veja nosso boletim de trigo), porque há mais milho hoje nos silos ucranianos do que trigo. Então diríamos aos nossos assinantes que o milho tem alguma chance de alta a médio prazo no Brasil, maior do que a soja e maior do que o trigo”, inidca.
“O Departamento de Agricultura do país (USDA) disse que exportadores relataram venda de 204 mil toneladas de milho para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2022/23. Nesta semana, as vendas para o país asiático somaram 641 mil toneladas, após mais de 2 milhões de toneladas na semana passada. Analistas observaram, no entanto, que a demanda chinesa por milho dos EUA deve se desacelerar assim que o grão brasileiro estiver disponível”, conclui.