
20/04/2023 | 08:07
Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniram com o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), em um café da manhã nesta quarta-feira (19). No evento, o líder da bancada, deputado Pedro Lupion (PP-PR), falou sobre as prioridades do setor e os avanços do agro nos últimos anos.
A pauta principal foi o projeto de lei que trata dos pesticidas (PL 1.459/2021), que aguarda votação no Plenário da Casa. Lupion destacou ainda propostas que tratam da regularização fundiária (PLs 2.633/2020 e 510/2021) e do licenciamento ambiental (PLS 168/2018). “Esses temas são divisores de água para mantermos a competitividade do agro com segurança jurídica, sustentabilidade, paz no campo e mais comida na mesa do cidadão brasileiro.”
O senador Jaques Wagner ressaltou que o setor agropecuário tem conseguido resultados importantes para o desenvolvimento econômico do Brasil e se comprometeu com a bancada, de levar a pauta de pesticidas para análise do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com a expectativa de que a proposta possa ser votada. Além disso, Jaques Wagner destacou a importância do debate sobre as pautas do setor também com o Ministério da Agricultura.
“O governo está aberto para o diálogo e temas como os apresentados aqui necessitam de debate também com o Ministério da Agricultura, para conseguirmos avançar e ajudar a desenvolver o agro brasileiro cada vez mais competitivo no mundo,” disse.
Todos os projetos já foram aprovados pela Câmara dos Deputados e aguardam análise no Senado Federal. O senador Jayme Campos (União-MT) ressaltou a importância de estreitar os laços entre os Poderes Legislativo e Executivo.
“A legislação vigente engessa a nossa produção e nós não conseguiremos caminhar sem a aprovação desses projetos. Além da aprovação dessas medidas, o que nós queremos é a paz no campo, estamos muito preocupados também com essas ondas de invasão de terras e o governo tem a obrigação de manter a segurança jurídica,” comentou.
Neste contexto, o senador Jayme Campos se mostrou preocupado com a “paz no campo”. Segundo ele, “o governo tem a obrigação de manter a segurança jurídica para que venhamos ter uma guerra civil no campo”. O parlamentar julgou como “bom o diálogo, sem favorecer direita ou esquerda”, para benefício do setor agropecuário