Haddad deve se encontrar com líderes do MST em São Paulo
Ministro da Fazenda, o petista Fernando Haddad, terá encontro com lideranças do Movimento Sem Terra em visita a São Paulo; confira o que será discutido O ministro Fernando Haddad se encontra nesta quinta-feira (20), em São Paulo, com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). De acordo com a agenda divulgada pela pasta, o ministro estará com o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, e outros membros do movimento.
As informações foram apuradas pela jornalista Ana Carolina Diniz, do Jornal O Globo. De acordo com o MST, a pauta do encontro é a disponibilidade orçamentária para a reforma agrária. Segundo o movimento, o orçamento para aquisição de terras para reforma agrária é R$ 2,4 milhões este ano, enquanto a concessão de crédito e assistência às famílias assentadas é de R$ 48 milhões.No grupo de transição do Desenvolvimento Agrário, foi requisitado R$ 1 bilhão para cada uma delas.
A reunião encerra a jornada da reforma agrária, que começou na segunda-feira com uma agenda de protestos, ocupações, audiências e pedido de diálogo com os órgãos federais sobre essas políticas. Na terça-feira, a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, repudiou a invasão do MST em um terreno de sua propriedade, em Pernambuco.
Abril Vermelho A reunião acontece depois que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) iniciou a chamada Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária com a invasão de ao menos nove fazendas e das sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em ao menos sete estados. As iniciativas começaram no último sábado (15), quando foram invadidas oito fazendas no estado de Pernambuco incluindo áreas nas na região metropolitana do Recife, zona da mata, agreste e sertão.
Em nota, o MST informou que as terras são latifúndios improdutivos. Uma das áreas invadidas por 660 famílias, na cidade de Petrolina, pertence à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Em uma nota divulgada pela Embrapa Semiárido, nesta segunda-feira (17), a empresa que a invasão “foi realizada em terras agricultáveis e de preservação da Caatinga”