Na Bolsa de Mercadorias de São paulo (B3), o milho fechou de forma mista com alta de Chicago e dólar, mas vendas ainda tímidas, de acordo com informações divulgadas pela Tf Agroeconômica. “Os contratos de milho na BMF fecharam de forma mista nesta quarta-feira. A B3 esboçou uma reação positiva para algumas datas como março24, mas ainda fechou em baixa para as datas mais próximas”, comenta.
“As vendas pontuais no interior, estimuladas pela alta do dólar e das cotações de Chicago, ainda não chegaram nas mesas dos operadores da BMF. Os preços estão chegando em um meio termo entre os valores pedidos pelos produtores e os oferecidos pela industria ou exportadores. Caso o volume se mantenha, e as condições externas sejam favoráveis, é possível uma leve reação do milho na B3”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista. “O vencimento de novembro/23 foi de R$ 60,46, baixa de R$ -0,09 no dia, baixa de R$ -0,89 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 64,32 baixa de R$ -0,16 no dia, baixa de R$ -0,88 na semana; o vencimento março/24 fechou a R$ 67,71, alta de R$ 0,12 no dia e baixa de R$ -1,20 na semana”, indica.
Em Chicago, o milho fechou em alta com condições climáticas na América do Sul e produção de etanol nos EUA. “A cotação para dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,61 % ou $ 3,00 cents/bushel a $ 492,00. A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,55 % ou $ 2,75 cents/bushel a $ 506,50”, informa.
“Assim como na soja, o clima no Brasil e na Argentina ditaram o tom altista do dia. Apesar de menor, o atraso no plantio de milho no Brasil pode aumentar com as condições chuvosas no sul e secas no centro e norte. Caso a lentidão perdure, existe a possibilidade de redução de área, principalmente para a segunda safra”, conclui.