Na primeira quinzena de junho de 2025, a margem bruta de esmagamento das indústrias processadoras de soja em Mato Grosso registrou queda de 12,40% em relação ao mesmo período de maio, alcançando a média de R$ 536,87 por tonelada, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O recuo é reflexo, principalmente, da desvalorização dos coprodutos, com destaque para o farelo de soja, que atingiu o menor valor mensal desde julho de 2020. A retração nas cotações do farelo impacta diretamente a receita das indústrias, já que representa parcela significativa do faturamento obtido no processamento da oleaginosa.
Além disso, os preços da soja em grão apresentaram uma leve alta de 1,18% no mesmo período, o que também contribuiu para pressionar as margens do setor, ao elevar os custos da principal matéria-prima.
O cenário reforça os desafios enfrentados pela indústria de processamento no estado, que precisa lidar com a volatilidade do mercado de derivados e com a concorrência crescente nas exportações do grão in natura. A expectativa é de que o comportamento da demanda interna e internacional pelos coprodutos da soja seja determinante para as margens nos próximos meses.