O dólar Ptax encerrou a semana com queda de 1,11%, sendo negociado a uma média de R$ 5,49. O recuo da moeda norte-americana ocorre em um contexto de tensão geopolítica global, que geralmente impulsiona a busca por ativos mais seguros, como o próprio dólar. No entanto, os investidores têm demonstrado preocupação com os rumos da política fiscal e comercial dos Estados Unidos, o que tem pressionado a moeda no mercado internacional.
Além disso, o aumento da taxa básica de juros no Brasil tem contribuído para a valorização do real frente ao dólar, ao tornar o país mais atrativo para o capital estrangeiro.
Copom eleva Selic para 15% ao ano, maior patamar desde 2006
No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a a 15,00% ao ano — o maior nível desde 2006. Esta foi a sétima alta consecutiva promovida pelo Banco Central e reflete a persistência das expectativas inflacionárias acima da meta, além do desempenho ainda forte do mercado de trabalho e da atividade econômica.
Ainda no Brasil, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 6,49% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a resiliência do setor e sua contribuição ao crescimento econômico.
Fed mantém juros nos EUA e reforça cautela com cenário inflacionário
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter, pela quarta vez consecutiva, a taxa básica de juros na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) foi tomada em meio à tentativa de conduzir a inflação de volta à meta de 2% ao ano.
O comitê reforçou que as incertezas em torno do desempenho futuro da economia americana seguem elevadas e indicou que manterá uma postura conservadora nas próximas reuniões, avaliando com cautela os dados econômicos antes de qualquer mudança na política monetária.