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04/07/2025 | 11:07

Milho Fecha em Alta na B3 e em Chicago com Apoio de Fatores Externos e Internos

Redação Reporter Agro por Tiago Seiffert

Milho Fecha em Alta na B3 e em Chicago com Apoio de Fatores Externos e Internos

Foto: Banco de Imagens

Os contratos futuros de milho encerraram a quarta-feira (3) em alta na B3, impulsionados pela recuperação dos preços em Chicago e pela confirmação da redução nas exportações da Argentina. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento de valorização também foi sustentado por fatores internos, como o atraso na colheita brasileira, o aumento nos custos logísticos e a revisão negativa das expectativas de exportação para junho, que foram reduzidas em 46% pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Apesar da pressão do dólar desvalorizado, que limita a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, o mercado futuro respondeu positivamente. O contrato com vencimento em julho de 2025 subiu R$ 0,27, encerrando a R$ 62,51; o de setembro/25 teve alta de R$ 0,67, fechando a R$ 62,61; e o de novembro/25 avançou R$ 0,51, cotado a R$ 66,72. No acumulado da semana, apenas o contrato de setembro registrou ganho (+R$ 0,28), enquanto julho e novembro recuaram R$ 1,44 e R$ 0,07, respectivamente.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago também apresentou ganhos. O contrato de setembro avançou 0,54% (2,25 cents/bushel), fechando a 420,25, e o de dezembro subiu 0,81% (3,50 cents/bushel), alcançando 437,00. A alta foi impulsionada pelo aumento de 40,72% nas vendas para exportação, com destaque para a safra nova. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ainda confirmou a venda de 150 mil toneladas para destinos não especificados.

Outros fatores positivos para o mercado internacional foram o novo acordo comercial entre Estados Unidos e Vietnã e as expectativas de ampliação de negociações com a União Europeia e o Japão. A elevação das tarifas de exportação da Argentina também contribuiu para sustentar os preços.

Entretanto, o avanço da colheita brasileira, as boas condições das lavouras nos EUA — com apenas 12% da área sob seca — e o progresso da colheita na Argentina, que já alcança 61,7% da área estimada, limitaram uma valorização maior. Ainda assim, o milho acumulou alta semanal de 2,13% em Chicago, equivalente a 8,75 cents por bushel.

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