O dólar Ptax encerrou esta semana com queda de 1,30%, registrando média de R$ 5,44/US$, o menor valor desde julho de 2024. A desvalorização foi influenciada por fatores internacionais, especialmente pela aprovação de um novo pacote orçamentário nos Estados Unidos. O plano prevê um aumento potencial de até US$ 3,3 trilhões na dívida pública americana, gerando apreensão nos mercados quanto à sustentabilidade fiscal do país. Além disso, persistem incertezas em relação à condução da política comercial norte-americana, o que também contribuiu para a pressão negativa sobre a moeda.
No Brasil, o anúncio do Plano Safra 2025/2026, realizado na última terça-feira (01/07), revelou um montante de R$ 516,20 bilhões para financiamento voltado a médios e grandes produtores rurais — um aumento de R$ 8 bilhões em comparação com o ciclo anterior. Apesar do volume expressivo de recursos, o aumento de 1,50 ponto percentual nas taxas de custeio e de 2,00 p.p. nas taxas de investimento para a agricultura empresarial, somado ao atual patamar da taxa Selic, reforça o ambiente desafiador para o setor agropecuário na nova safra.
Nos Estados Unidos, o relatório de emprego (payroll) de junho, divulgado na quinta-feira (03/07) pelo Departamento do Trabalho, apontou a criação de 147 mil postos de trabalho fora do setor agrícola, número levemente superior às 144 mil vagas registradas em maio. A taxa de desemprego recuou para 4,10%, sinalizando resiliência do mercado de trabalho norte-americano mesmo em meio a um contexto de incertezas econômicas.
Combinados, esses fatores demonstram um cenário global ainda volátil, no qual questões fiscais e monetárias continuam impactando diretamente o câmbio e as expectativas dos mercados financeiros.