O mercado do milho apresentou ajustes importantes nesta quinta-feira (14), impulsionado pela divulgação de novos indicadores sobre oferta e exportações no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, os relatórios atualizados da Conab e da Abiove movimentaram os contratos futuros na B3, que encerraram o dia com variações pequenas, porém majoritariamente positivas.
A Conab revisou ligeiramente para cima a estimativa da safra 2025/26, embora os volumes sigam inferiores aos da temporada anterior: queda de 1,6% na primeira safra e de 2,5% na segunda. Já a Abiove registrou recuperação no ritmo das exportações de outubro. Mesmo após um início lento, o mês encerra apenas 3% abaixo do volume exportado no mesmo período de 2024. O preço médio em dólar apresenta alta acumulada de 2% no ano.
Na Bolsa brasileira, os contratos refletiram o cenário. Novembro/25 fechou a R$ 67,75, leve baixa de 0,14 no dia e de 0,47 na semana. Janeiro/26 encerrou a R$ 70,97, com alta de 0,21 no dia e queda de 0,50 na semana. Março/26 terminou cotado a R$ 72,59, alta de 0,08 no dia e recuo semanal de 0,35.
No mercado externo, a Bolsa de Chicago também registrou avanços. O contrato de dezembro subiu 1,72%, encerrando a 442,75 cents por bushel, enquanto março avançou 1,39%, para 455,50 cents. Analistas apontam que o suporte aos preços veio da demanda, mesmo com a colheita norte-americana próxima do fim. A retomada do funcionamento do governo dos Estados Unidos também ajudou a impulsionar as cotações.
Agora, o mercado volta suas atenções ao relatório WASDE e às possíveis vendas relâmpago, que devem indicar o ritmo das exportações norte-americanas e influenciar o comportamento das próximas sessões.