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Notícias / Soja

14/11/2025 | 10:55

Incertezas climáticas reduzem oferta e afetam liquidez da soja no Sul, enquanto logística preocupa no Centro-Oeste

Redação Reporter Agro por Tiago Seiffert

Incertezas climáticas reduzem oferta e afetam liquidez da soja no Sul, enquanto logística preocupa no Centro-Oeste

Foto: Banco de Imagens

O mercado da soja segue marcado por cautela e baixa liquidez em diversas regiões do país, reflexo da instabilidade climática e de desafios logísticos. No Rio Grande do Sul, a incerteza quanto ao potencial produtivo tem levado produtores a reter oferta, o que limita as negociações internas. Segundo a TF Agroeconômica, para pagamento em novembro com entrega prevista para outubro, os preços no porto foram cotados a R$ 140,50 por saca (+0,36% na semana), enquanto no interior — incluindo Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz — as referências giraram em torno de R$ 131,00 por saca, queda semanal de 0,76%.

Em Santa Catarina, o cenário é semelhante. O ritmo de plantio permanece abaixo do esperado devido às condições climáticas adversas que atingem toda a região Sul. No porto de São Francisco, a saca da oleaginosa foi negociada a R$ 140,09, alta de 0,83% na semana.

No Paraná, a consultoria destaca que a regularidade das chuvas e o controle dos custos logísticos serão determinantes para preservar a competitividade do estado nesta safra. Em Paranaguá, a soja fechou a R$ 139,51 (-0,35%), enquanto no interior os preços ficaram em R$ 128,99 em Cascavel (+0,23%), R$ 130,88 em Maringá (+0,29%), R$ 132,72 em Ponta Grossa (+0,16%) e R$ 140,09 em Pato Branco (+0,83%). No balcão de Ponta Grossa, a referência foi de R$ 120,00.

No Mato Grosso do Sul, a comercialização segue lenta, com atenção voltada para os gargalos logísticos. O déficit de armazenagem no estado ultrapassa 11 milhões de toneladas, e a combinação de baixo ritmo de escoamento com concentração de entregas deve gerar pressão sobre a infraestrutura. Em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, o spot fechou a R$ 125,76 (+0,62%), enquanto Chapadão do Sul registrou R$ 121,59.

Já no Mato Grosso, a instabilidade climática aumenta a incerteza no mercado físico, que permanece com preços oscilando entre diferentes praças. Campo Verde registrou R$ 123,07 (+0,20%), Rondonópolis também a R$ 123,07 (+0,20%), enquanto Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso recuaram para R$ 118,76 (-0,52%). Em Primavera do Leste, o valor foi de R$ 122,83.

O cenário nacional evidencia um mercado dividido entre a preocupação com o clima no Sul e os gargalos de infraestrutura no Centro-Oeste, fatores que devem continuar influenciando o ritmo da comercialização nas próximas semanas.

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