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Notícias / Economia

26/03/2026 | 10:15

Banco Central mantém projeção de crescimento para 2026, mas alerta para pressão inflacionária

PIB deve avançar 1,6%, enquanto alta do petróleo e cenário externo aumentam incertezas

Redação Repórter Agro

Banco Central mantém projeção de crescimento para 2026, mas alerta para pressão inflacionária

Foto: Reprodução

O Banco Central manteve a projeção de crescimento da economia brasileira em 1,6% para 2026, mas destacou um ambiente de maior incerteza nas estimativas, influenciado principalmente pelas tensões no cenário internacional.

De acordo com o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (26), a autoridade monetária avalia que o desempenho da atividade econômica deve seguir em ritmo de desaceleração, embora o mercado de trabalho ainda apresente sinais de resistência.

No campo da inflação, a expectativa é de pressão nos preços ao longo dos próximos meses, especialmente a partir do primeiro trimestre, impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional. A tendência, segundo o Banco Central, é de desaceleração posterior, mas ainda com o índice acima do centro da meta contínua de 3%.

As projeções de longo prazo indicam inflação de 3,1% no terceiro trimestre de 2028, reforçando o desafio de convergência para a meta estabelecida.

Entre os fatores que contribuem para a elevação das estimativas inflacionárias estão o aumento dos preços do petróleo e a revisão do chamado hiato do produto — indicador que mede o nível de atividade econômica em relação à capacidade produtiva do país. Um hiato mais positivo sugere economia aquecida, o que tende a gerar pressões adicionais sobre os preços.

Por outro lado, elementos como a valorização do real e ajustes nas expectativas do mercado atuam como fatores de contenção da inflação.

O relatório também destaca que, apesar da manutenção da projeção de crescimento, o cenário global adiciona riscos relevantes, especialmente diante dos desdobramentos de conflitos no Oriente Médio, que podem impactar tanto os preços de energia quanto o ambiente econômico internacional.

Outras estimativas reforçam o quadro de divergência nas expectativas. O Ministério da Fazenda projeta crescimento de 2,3% para 2026, enquanto o mercado financeiro, segundo dados mais recentes, trabalha com uma expansão próxima de 1,8%.

Diante desse cenário, o Banco Central reforça a necessidade de cautela, em meio a um ambiente econômico marcado por incertezas externas e desafios internos no controle da inflação.
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