O mercado de milho voltou a registrar queda no fechamento mais recente, acompanhando o movimento do câmbio e das cotações internacionais. Apesar do recuo pontual, o cereal mantém desempenho positivo no acumulado do mês, consolidando um período de valorização relevante.
Na bolsa brasileira, os contratos encerraram o dia em baixa, refletindo a desvalorização do dólar e a fraqueza observada no mercado externo. O movimento também foi influenciado pela realização de lucros por parte dos investidores após as altas registradas ao longo de março.
Mesmo com esse ajuste, o saldo segue positivo. Os principais vencimentos acumulam ganhos superiores a 5% no mês, com contratos mais longos registrando valorização ainda mais expressiva.
No mercado físico, a reação foi mais moderada, com variações leves nas cotações. O ambiente segue influenciado por fatores como clima e o andamento da safrinha, especialmente diante dos atrasos no plantio em algumas regiões.
No Sul do país, o ritmo de negócios permanece lento. No Rio Grande do Sul, a comercialização ocorre de forma pontual, com compradores priorizando estoques já adquiridos. Em Santa Catarina e no Paraná, o mercado segue travado, marcado pela diferença entre preços pedidos e ofertados, o que limita a concretização de negócios.
Já em Mato Grosso do Sul, os preços mostram leve recuperação após quedas recentes, com apoio da demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, a liquidez segue restrita, enquanto o avanço do plantio é impactado pelas condições climáticas.
Diante desse cenário, o milho segue em um momento de ajustes no curto prazo, mas com fundamentos que ainda sustentam um desempenho positivo no acumulado recente.