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07/04/2026 | 10:38

Etanol ganha protagonismo e deve crescer com avanço da mistura no Brasil

Aumento da demanda interna e mudança no mix das usinas podem reduzir produção de açúcar

Redação Repórter Agro

Etanol ganha protagonismo e deve crescer com avanço da mistura no Brasil

Foto: Reprodução

O etanol deve assumir um papel ainda mais estratégico no agronegócio brasileiro na safra 2026/27, impulsionado pelo aumento da mistura obrigatória à gasolina e pela demanda interna aquecida. O cenário aponta para uma expansão significativa da produção, consolidando o biocombustível como protagonista no setor sucroenergético.

A expectativa é que a produção total de etanol — somando os tipos hidratado e anidro, derivados da cana e do milho — se aproxime de 43 bilhões de litros no próximo ciclo. O crescimento reflete tanto o avanço da moagem quanto a mudança na estratégia das usinas, que tendem a priorizar o biocombustível diante de condições mais favoráveis de mercado.

O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina, que passou para E30 em agosto do ano passado, já começa a gerar impactos diretos na demanda. A perspectiva de elevação para E35 ao longo de 2026 reforça ainda mais esse movimento.

De acordo com análises do setor, cada ponto percentual adicional na mistura pode elevar a demanda em cerca de 920 milhões de litros por ano. Com isso, um avanço de cinco pontos percentuais pode gerar um acréscimo de aproximadamente 4,6 bilhões de litros no consumo anual.

Além da mudança na mistura, o próprio consumo de gasolina tem apresentado crescimento, o que amplia ainda mais a necessidade de etanol no mercado interno. Esse cenário tem incentivado o redirecionamento do mix produtivo das usinas, com maior foco no biocombustível.

Como consequência, o setor deve registrar redução na produção e nas exportações de açúcar. A projeção indica queda de cerca de 15% nos embarques na safra 2026/27, com volumes recuando para aproximadamente 29 milhões de toneladas.

Mesmo com o aumento da produção de cana-de-açúcar, estimada em 677,7 milhões de toneladas, a fabricação de açúcar deve cair para cerca de 40,3 milhões de toneladas. A decisão das usinas de priorizar o etanol reflete a maior competitividade do biocombustível no cenário atual.

A região Centro-Sul, principal polo produtor do país, deve liderar esse crescimento, enquanto o Norte e Nordeste apresentam leve retração na produção.

O movimento reforça a posição do Brasil como referência global na produção de biocombustíveis e evidencia uma mudança estrutural no setor, com maior foco no mercado interno e na energia renovável.
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