Os mercados de milho e soja seguem em compasso de espera, refletindo uma combinação de fatores que limitam movimentos mais intensos nos preços. De um lado, riscos climáticos e demanda sustentam as cotações; de outro, a oferta global e fatores externos exercem pressão.
No milho, as incertezas sobre a safrinha brasileira continuam sendo o principal ponto de atenção. A produtividade dependerá diretamente das condições climáticas nas próximas semanas, mantendo o mercado sensível a qualquer mudança no cenário.
Já a soja enfrenta um ambiente mais pressionado no exterior, com expectativa de ampla oferta global e ajustes técnicos nas cotações. No entanto, o suporte vindo do setor de biocombustíveis e do óleo de soja ainda contribui para evitar quedas mais acentuadas.
No Brasil, ambos os mercados enfrentam um desafio comum: os custos logísticos. O alto preço do diesel e do frete impacta diretamente a comercialização, reduzindo a fluidez dos negócios.
Diante desse cenário, produtores adotam postura cautelosa, enquanto compradores atuam de forma seletiva. A tendência é de manutenção de um mercado lateral no curto prazo, à espera de definições mais claras, tanto no clima quanto no cenário internacional.