Os preços do minério de ferro registraram forte queda nesta quinta-feira (9), atingindo o menor nível em mais de um mês, em meio ao aumento da oferta global e às crescentes preocupações com a demanda na China.
Na Bolsa de Dalian, principal referência para o mercado asiático, o contrato mais negociado encerrou o pregão com recuo de 2,53%, cotado a 750 iuanes por tonelada — equivalente a cerca de US$ 109,78. O valor representa a mínima desde o início de março, reforçando o movimento de correção nos preços da commodity.
O cenário reflete uma combinação de fatores que vêm pressionando o mercado. De um lado, o aumento da oferta global amplia a disponibilidade do minério, enquanto, do outro, a demanda mostra sinais de enfraquecimento, especialmente no setor siderúrgico chinês.
As margens reduzidas das usinas de aço têm limitado o ritmo de compras da matéria-prima, já que a rentabilidade menor diminui o apetite por novos volumes. Esse contexto tem levado os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa, pressionando ainda mais as cotações.
Outro ponto relevante é a mudança no contrato mais negociado na bolsa chinesa, com o vencimento de setembro passando a liderar as negociações, substituindo o contrato de maio. Esse movimento indica ajustes de posição por parte dos agentes, que buscam maior previsibilidade diante das incertezas do mercado.
Diante desse cenário, o minério de ferro segue sensível às perspectivas da economia chinesa, que continua sendo o principal termômetro da demanda global. A evolução do setor imobiliário e da produção industrial no país será determinante para os próximos movimentos de preço.